• lmalmeida

Imobiliário em tempos de Covid 19

Ninguém esperava viver tempos tão estranhos como estes.

O nosso mundo transformou-se de forma significativa. A pandemia instalou-se nas nossas vidas, afectando transversalmente tudo e todos.

A saúde, a economia e a sociedade, enfrentam momentos desafiantes até haver a segurança da tão desejada e necessária imunidade de grupo.

A vacinação é o verdadeiro programa de recuperação para a crise (José Manuel Durão Barroso).

O mercado imobiliário não passa incólume a estes momentos de incerteza e instabilidade, mas continua a apresentar-se como um investimento seguro.

A perspectiva de rentabilização de um imóvel, tanto no arrendamento, como na compra e venda, coloca sempre ao proprietário perspectivas diversas e decisões complexas sobre o que fazer quando surgem.

Os efeitos nos preços poderão trazer ajustes nos próximos meses, nomeadamente no imobiliário habitacional e no comercial. A reduzida procura tem naturalmente efeitos colaterais, podendo provocar o aparecimento de “investidores” oportunistas e especuladores, bem como, situações pouco transparentes.

O tempo de venda entre a comercialização e o negócio efectivo tende a aumentar, provocando mais pressões em casos de necessidade de liquidez financeira.

A injecção de liquidez na economia é massiva e a disponibilidade para investir no imobiliário nunca foi tão grande. As taxas de rendimento vão descer e ajustar-se à nova realidade.

O impacto financeiro e social da pandemia nas famílias e nas empresas, far-se-á sentir, desafiando os barómetros do desemprego e da insolvência.

As ameaças estão na instabilidade financeira, no fim do regime das moratórias, na imprevisibilidade legislativa, no excesso de burocracia, no prolongamento das restrições e na dificuldade em controlar a pandemia.

Assistiremos ao surgimento de novas formas de viver e de trabalhar, com novas tendências no mercado residencial, e com novos espaços de escritórios focados na flexibilidade e no bem estar dos seus utilizadores. O teletrabalho vai trazer menos pessoas no escritório e mais área per capita.

Com a actividade em suspenso, o imobiliário turístico terá de aguardar pelo levantamento de restrições de viagens, e até lá muitos projectos terão de ser repensados, outros alterados e alguns ficarão a aguardar por melhores dias.

Em artigos futuros irei debruçar-me sobre temas como o Multifamily, o “Built to Rent”, a Promoção imobiliária e o Investimento imobiliário.

Até lá


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